Cabo de Santo Agostinho ganha nova sede da Delegacia da Mulher

Unidade passa a funcionar em Pontezinha, às margens da BR 101

A nova sede da Delegacia Especializada da Mulher (DEAM) do Cabo de Santo Agostinho foi inaugurada nesta quinta (8), comemorando o Dia Internacional da Mulher. O espaço agora passa a funcionar no bairro de Pontezinha, às margens da antiga BR-101, no prédio do antigo Sistema de Tratamento da Compesa. A delegacia vai atender das 8h às 18h, de segunda a sexta-feira, exclusivamente para as mulheres vítimas de violência. Até então, o atendimento era realizado na Delegacia Seccional, que abrigava outras unidades policiais.

O novo prédio é fruto de uma parceria da Secretaria de Defesa Social de Pernambuco e a prefeitura do município. A unidade conta com recepção, brinquedoteca, salas de registro de Boletim de Ocorrência, xadrez e alojamento para policiais, entre outras facilidades.

“Este é um momento histórico”, comemorou a secretária da Mulher do Cabo de Santo Agostinho, Edna Gomes. “Esse equipamento é um instrumento que vai coibir a violência contra a mulher e, agregado a ele, temos um centro de atendimento à mulher vítima de violência para que as vítimas saiam daqui amparadas de fato, e não venham a se tornar mais tarde apenas uma estatística”, destacou.

Para o chefe da Polícia Civil de Pernambuco, Joselito Kehrle, a nova delegacia está apta a oferecer um atendimento e acolhimento diferenciados. “Iniciativas como esta se possibilita especializar e interiorizar o trabalho da polícia”, declarou.

Hoje existem onze Delegacias da Mulher em Pernambuco: quatro delas na Região Metropolitana do Recife (Recife, Cabo, Paulista , Jaboatão dos Guararapes e Goiana), uma na Zona da Mata (Vitória de Santo Antão), três no Agreste (Caruaru, Surubim e Garanhuns) e duas no Sertão (Afogados da Ingazeira e Petrolina).

A delegacia foi inaugurada às 14h30 e, imediatamente, a delegada titular Ângela Fernandes já recebeu uma denúncia de uma mulher que havia sofrido espancamento por parte do próprio filho. “Ela tomou conhecimento da nova sede e já veio denunciar. Isso é muito importante. Eu digo sempre que a mulher que denuncia é uma mulher protegida”, afirmou.

A vítima, não identificada, chegou apresentando escoriações no corpo, registrou Boletim de Ocorrência e foi encaminhada a uma unidade de saúde para realizar exame de corpo de delito. “Nossa experiência mostra que, quando a mulher denuncia, ela quebra um ciclo de agressões físicas e psicológicas”, finalizou a delegada.

com informações da FolhaPE
Foto: Edésio Muniz / PCPE

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