Podcast – Hora do Vinil com Roberto Silva

Salve Rapaziada, moçada, amantes do Vinil e afins!

Entrando no ar pelo projeto site Cultural Quintalorando o nosso a Podcast a Hora do Vinil. Hoje vamos falar sobre uma lenda da música brasileira. Antes, porém quem ainda não viu nosso VídeoCast não perde tempo. Ele está em nosso canal, segue aqui o endereço www.youtube.com/quintalorando

Quem já viu agradecemos de coração por acompanhar, saiba que tudo é feito com muito carinho para você e para a nossa diversão. É assim que deve ser a vida de coisas boas e nada melhor que a música para unir e dá conhecimento e prazer às pessoas.

Vamos iniciar o Podcast!

Vinheta –

Ele nasceu no ano celestial de 1920 no Rio de Janeiro Precisamente…

– Espera que quem vai nos contar essa história, com muitos detalhes é a esposa do nosso inoxidável. Com vocês direto do Rio de Janeiro a princesa do Roberto Silva e minha amiga Syone Costa.

Syone vai dividir comigo esse espaço de hoje do nosso Podcast.

No ano celestial de 2008 tive o prazer de fazer uma entrevista com o Roberto em um evento do SESC Campinas. Foi um show da sua turnê em comemoração aos seus 70 anos de carreira, isso mesmo, 70 anos! Encantando o universo da música com sua voz única e seu ritmo sincopado.

Os meus discos preferidos dele foram da série “Descendo o morro” vol.1, 2,3 e 4 que tenho o privilegio de tê-los, ou pelo menos dois deles, e compartilhar com vocês amigos ouvintes e internautas amantes do vinil.

Roberto Silva marcou gerações, fez história na era do rádio, e se tornou uma lenda da música popular Brasileira, sem duvidas. Uma pena eu só ter conhecido a obra do Roberto muito tarde, por volta de 2001. Embora, algumas músicas já conhecessem de ouvido, mas de fato não sabia de quem era aquela voz inigualável.

Quem me apresentou o disco de Roberto foi um amigo, Rico da banda Toadas de Pernambuco. Fui de imediato reconhecendo algumas músicas e podendo apreciar de fato quem era o dono daquela poderosa voz. Inclusive uma sonora chamada “O Jornal da Morte” de Miguel Gustavo, que conhecia na interpretação da Nação Zumbi. O Movimento Mangue realmente abriria mais uma porta na minha vida, e buscar mais discos do Roberto e futuramente na sua carreira de aristas.

Antes, o movimento teria me mostrado a importância de poder olhar o passado e reconhecer tantas coisas, seja na música, na literatura, na arte, no cinema, na ficção científica e nos passos sociais do grande Josué de Castro. O movimento Mangue foi de extrema importância em minha vida e acredito que na vida de muitos até hoje.

Lembro que quando tive a oportunidade de conhecer e bater um papo com Roberto eu estava muito nervoso, na verdade bastante nervoso mesmo. Era algo surreal fiquei até um tempo pensando em ir de fato, falar com ele ou não. Passei por ele duas vezes, mas procurei o produtor dele, para perguntar se poderia conversar com ele. Oficialmente com o caminho aberto pelo produtor, conversamos e foi um bate papo massa, porém foi aí que conheci outra grande pessoa chamada Syone Costa.

Syone Costa é uma pessoa incrível e estava com Roberto quando o conheci. Ela é a esposa, empresaria namorada, amiga, estilista, produtora e relações públicas do Inoxidável. Até declaração ele vez para ela nesse dia. Como eu também estava acompanhado da minha esposa, que nesse dia foi minha produção, filmando e fotografando tudo, rolou aquela identificação entres os casais. Logo apresentei ao Roberto que perguntou se era ela a minha esposa. Foi quando ele apontou para Syone e disse; “Ela é meu tudo, sem ela não estaria aqui, ela é que resolve tudo, para que eu possa fazer o que gosto até hoje”.

Syone é uma mulher que se adaptou muito bem com o passar dos anos e as novas tecnologias. Diferente de outras, pessoas do ao longo tempo. E isso facilitou muito na carreira do Roberto, já que a Syone era a pessoa de contato com ele. E é assim que nos comunicamos há dez anos por e-mails e telefone e hoje por aplicativos. Sem falar que ela escreve e canta muito bem.

Nossos e-mails são alegres, educados e algumas vezes emocionados como foi o caso do e-mail que recebi da Syone, nos comunicando da passagem do Roberto para outro plano. Confesso que até hoje me emociono com a mensagem.
Mas não perdemos os contatos, e agora estamos mais fortes que nunca em nossa missão, de levar aos quatro cantos a obra de Roberto, não menos que antes, e muito mais que outrora. Não podemos calar diante da sua grandeza e arte do Inoxidável.

Naquela tarde em campinas o que eu encontrei em Roberto Silva foi uma pessoa de bem com a vida, em seus plenos 88 anos. Ele possuía uma vitalidade e uma voz de dar inveja a muito cantor de FM que pensa que canta. O príncipe do Samba nasceu em 09/04/1920 e iniciou a carreira de cantor no rádio, na década de 30.
Nos anos 40 realizou suas primeiras gravações, e foi do elenco das rádios Nacional e Tupi. Nesta última ficou conhecido como “príncipe do samba”.

Com suas interpretações no estilo sincopado e levemente dolente, ele se pôs para canta SAMBA. Inspirado em dois ídolos anteriores: Cyro Monteiro e Orlando Silva. Ídolos que mais na frente seriam grandes amigos. Aliás, o Ciro Monteiro, o apelidaria de “Mistura Fina” porque o Roberto era magro e sempre andava no finco e impecavelmente arrumado.
Na década de 50, veio o primeiro LP
da série “Descendo o Morro”, que teve continuações, nos volumes 2, 3 e 4. No total, gravou 350 discos de 78 rotações e perto de 20 LPs.

Atualmente teve seus discos relançados em CD, e em 1997 saiu à coletânea “Roberto Silva Canta Orlando Silva”, extraída de seus vários LP na Copacabana.

Vamos ficar a agora coma a entrevista realizada em 01/05/2008 no SESC Campinas em uma tarde fria, onde o Príncipe do Samba relembrou grandes sucessos, levando o púbico ao delírio com seu ritmo sincopado.
Trecho da entrevista com Roberto Silva:

– Rádio Comunitária?

– Uma coisa que todos devem apreciar, por que trás alguma coisa de bom.

 Você escuta rádio hoje?

– Escuto uma vez ou outra, mas estou menos ligado do que antigamente.

 Seu grande Sucesso?

– Tive vários sucessos, mas o meu primeiro sucesso foi um samba do Altamiro Carrilho, chama-se; Maria Tereza, que eu gravei em 1944 ou 1945. E daí veio vários sucessos e até hoje estou aí com uma carreira maravilhosa, com o samba sincopado, mim chamam até de mestre, mas não sou mestre nada.
– Você não é mestre, é um príncipe e já virou Rei faz tempo.
– Então foi isso, e vieram outras músicas e outros sucessos.

– Café Nice?

– O Café Nice era um lugarzinho onde havia um encontro dos cantores, atores o pessoal da rádio na parte da tarde, porque muitos dormiam até meio dia. Até por que ficavam até tarde da noite acordados. Então nosso encontro era assim na parte da tarde, por volta das quatro horas, quatro e meia. Chegava um, chegava outro daqui a pouco estava cheio, a turma toda reunida naquela brincadeira, naquela amizade, aí eu saia correndo para fazer o programa. E! Rapas tá na hora!

Em 2012 pude reencontrar o casal em um show que Roberto vez no Recife, foi simplesmente mágico participar antes do show do convívio no camarim e escutar mais histórias e até ser testemunha de uma historio que até escrevi e esta em nosso site.

Roberto recebeu a visita de uma fã, uma senhora que expressava nos olhos o amor ao ídolo. A senhora estava na porta do camarim e olhando para Roberto o chamou, lhe deu um abraço e falou em seu ouvido.

Ao se despedir, Roberto voltou para perto onde estávamos sentou na cadeira enfrente a Syone e puxando do bolso um bilhete disse:

– Esse aqui a senhora não vai ler. Risada geral na sala.

Syone bem séria olhou para ele e disse:

– Você é quem pensa ! mais risada

Em seguida roberto completou:

Imagina é uma senhora, até mais velha que eu.

Roberto no auge dos seus 92 anos fez um show que eu nunca vou esquecer naquela noite, vi nos rosto das pessoas que elas também não.

E foi a ultima vez que pude escutar a plenos ouvidos a voz ainda inigualável do grande Príncipe do Sampa Roberto Silva.

Meu amigo o Inoxidável.

Lembrar e cultivar a história do Roberto na verdade é um prazer e um dever como cidadão do mundo de divulgar nossos ídolos e grandes artistas. Lembrando e deixando vivo em nossa memoria e na memoria dos mais novos, quem foi e o que fez pela música brasileira artistas como o Inoxidável. Essa é minha contribuição.

Deixo aqui todo meu amor e atenção a arte desse grande cantor e pelo o que ele proporcionou em vida e ainda proporciona com sua arte.

Esse programa eu dedico a pessoas que assim como eu amam a obra do Roberto. E de coração deixo meu amor e o muito obrigado a essa pessoa fantástica que tanto respeito, minha amiga Syone Costa.

Esse programa é o meu muito obrigado meu amor!

E encerro-o na voz da nossa princesa a Syone Costa.

 

Alexandre Neres
Comunicador de rádio de poste, de rádio comunitária, hoje agitador Cultural se comunica através de Podcast e, Hora do Vinil e escreve para o projeto site cultural Quintalorando. Pai de Luisa e João. casado com Jaciara Marques.

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